domingo, 23 de novembro de 2008

BIG FISH


"Já te ocorreu que talvez não sejas assim tão grande? Que talvez seja este espaço que é demasiado pequeno pra ti?!"
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VIDE: Big Fish Movie...
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domingo, 16 de novembro de 2008

E depois da tormenta...


O tédio!
...
...
...
Sim! Depois de uma semana domindo pouco mais de 3 horas por dia...
Fazendo trabalhos, preparando seminários, lendo textos...
E pensando que quanto tudo isso terminasse (ou estivesse próximo de terminar, pois ainda tenho alguns trabalhos a serem feitos) eu sentiria calma, leveza ou algo assim...
Invade-me um imenso TÉDIO!
E a máxima de Schopenhauer de que "a vida humana é um pêndulo que oscila entre a dor(vontade) e o tédio" é super válida aqui.
Baaaargh... Que tédio!
...Mas enfim...
Segue-se com a vida e as vontades, à espera de novos tédios.
A boa notícia é que acho que não reprovo mais em Metafísica II.

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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Sublinhado e suscitado...


[ Usando termos deliberadamente clássicos, Mickey está passando por uma crise existencial, está se perguntando qual o significado de sua vida, ou se sua vida tem afinal algum significado. Já sabe que a filosofia não vai lhe proporcionar resposta nem consolo: nem Nietzsche nem Freud nem Sócrates (“que, a propósito, tinha o costume de fazer sexo com os rapazes gregos”) vão resolver suas dúvidas existenciais. Para que tudo isso? “Talvez os poetas estejam certos – pensa ele – talvez o amor seja a única solução.” ]
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Juan Antonio Rivera _ “O que Sócrates diria a Woody Allen" .
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Bom, eu não ia comentar este fragmento... Na verdade nem imagem irira colocar. Ele é tão forte que por si já seria impactante, e assim, um daqueles posts de efeito.
Mas não posso deixar de dar uma amostra de minha excêntricidade (se é assim que posso chamar esse meu jeito canalha de ser) e corromper a poética e a filosofia da coisa, com algo que é uma PUTA (já denegrindo) verdade:
AAAAAAAAAAH, FUDIIIIIIIIIIIIIIDO!!!!
Um cara que consegue causar tal impacto _ podemos discutir qual_ (causou em mim, não sei se em vocês) apenas comentando um filme é ou não é um fudido?
E pra banalizar a coisa toda:
Pôooooôta que ô parêu!
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*Imagem repetida por representar muito bem, na minha opinião, o fragmento.
**E a propósito, eu tinha esse trecho sublinhado e não tinha previsão de postagem para ele.
Porém uma certa "conversa" me suscitou um pensamento parecido hoje...
(E no momento é isso)
...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

NOTA DE REPÚDIO À POLUIÇÃO SONORA DA AV. FREI SERAFIM


As pessoas que freqüentam a Avenida Frei Serafim, puderam perceber nas últimas semanas um ruído proveniente de... Caixas de Som!
Isso mesmo, não bastasse o barulho do trânsito, agora há caixas de som com os piores tipos de “música” na parte mais movimentada da Avenida.
Um lugar em que, graças à nova pavimentação (tava bom de mais pra ser verdade) antes poderia sentar-se para tomar um sorvete, conversar, relaxar, refletir ou até mesmo ler um livro; hoje está um caos, um absurdo, pois ao passar por ela agora lhe é imposto escutar axé, sertanejo e forró.
Não to falando aqui que teria que tocar música clássica ou músicas que pessoas de bom senso consideram “boa música”. Mas já que não dá pra agradar a todos, que não coloquem NADA! O que é errado é essa imposição de estilos musicais de uma média parcela a todas as pessoas que freqüentam o lugar.
O resultado disso é que o meu sentimento, antes de alegria e conforto ao chegar na “Frei” depois de um dia estressante de aulas, foi substituído por REVOLTA! E imagino que seja a mesma situação de outras pessoas que assim como eu, adoram aquele lugar e não querem continuar presenciando tal decadência!
É fato que isso está ERRADO, e vai ter que mudar!
Que essa revolta não fique apenas em discurso! Prometo, pelo meu amor à Frei, que procurarei os responsáveis por tal estapafúrdia e tentarei mobilizar o máximo de pessoas para um protesto a fim de acabar com essa falta de sanidade mental e devolver à
Frei Serafim os ares de encanto que antes transmitia.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

sábado, 8 de novembro de 2008

A emergência da filosofia no dia-a-dia


Vive-se hoje uma mudança da visão popular da filosofia e do seu estudo de modo geral, mudança que é fruto da divulgação através dos meios de comunicação.
O que antes era visto com um olhar ignorante e preconceituoso pela grande maioria, vem tomando um lugar cada vez maior na vida das pessoas.
Antes, se algum acadêmico se apresentasse como estudante de filosofia ou se alguém afirmasse que iria prestar vestibular pra tal curso, era comum ouvir: “É um louco, vai morrer de fome”. “o que é isso? Filosofia não dá dinheiro, por que não faz pra direito?”, ou “Vai ficar louco e não acreditará mais em Deus!”, dentre váááários estereótipos para os pretensos estudantes da Philosophiae. Ou a comum lenda intelectualista: “Faz filosofia? Oh, que máximo... Você deve ser muito inteligente!”. O que até convence e promove a tal vaidade “intelectual” de muitos estudantes da área.
A questão é que um pouco desse conhecimento vem emergindo paulatinamente nos meios de comunicação e na política educacional(que tem como medida representante a Lei nº.1641/2003 que torna obrigatório o ensino de Filosofia e Sociologia nas escolas de ensino médio, públicas e privadas).
Hoje, programas populares como “Café Filosófico”, “Invenção do contemporâneo”, e outros programas exibidos na TV aberta voltam os olhares para O QUE HÁ DE FILOSÓFICO, representando uma emergência do refletir na sociedade. DVDs ‘Filosofia para o dia-a-dia’ ensinando, como traz em seu próprio subtítulo “o arroz com feijão da filosofia”. Há mais reportagens nos principais telejornais abordando assuntos que envolvam a filosofia. Prêmios e concursos na área; algo que é muito bom, em minha opinião.
Mas... CUIDADO! Como diz um desses ditados: “É errado ir com muita sede ao pote”.
Ter a filosofia mais presente no dia-a-dia tem também como implicação o problema dos mal-informados e daqueles que não sabem processar informações.
Hoje é comum ver camisetas com fotos de Nietzsche, com direito a aforismos atrás e tudo... Ou ver algum fulano citando Schopenhauer ou Kant no ônibus...
E quando pedimos pra explicar...
“Eeer...Hãããã... Hummm.... Sei lá”
Não sabem.
O mesmo acontece com as criaturas que não sabem transformar informação em conhecimento necessário em se tratando da literatura: O uso sem noção da linguagem... Existem pessoas que forçam um cultismo exacerbado, utilizam palavras rebuscadas sem saber seu significado e fazem construções que beiram o ridículo... Dá pra perder a paciência.
O que é preciso então, para que esse processo de "conscientização filosófica" ocorra de forma menos desarmoniosa?
Voltando ao título inicial, comentando sobre a lei nº.1641/2003 ; que traz os direitos pelos quais acadêmicos passaram anos reclamando. O que acontece hoje?
Simplesmente a falta de profissionais para a demanda... E até aqui só temos problemas...
E a filosofia, ao invés de ser inserida de forma, digamos, saudável; se vulgariza através de falsas informações. Exemplo: Um amigo diz ao outro: “Olha esse cara aqui, esse Nietzsche, ele ‘prega’ que Deus está morto e que é a vez do super-homem [ps: tradução errônea do termo Nietzscheano ‘Übermensch’{além do homem} ], vamos segui-lo! Vamos ser ateus e cultuar Dionísio (veja o contraponto entre ateísmo e o culto à um deus), tomar muito vinho e fazer o que quisermos pelo prazer, coisa boa né rapaz!?”
E a falta de profissionais (Bons profissionais) para explicar a essas criaturas os conceitos e as Hermenêuticas de forma menos desastrosa, continua...

domingo, 2 de novembro de 2008

FELIS CATUS E SEUS MISTÉRIOS

Eu estava lendo uma edição de Sandman que me interessou de cara, por trazer um conto de felinos; e eis que encontro em uma das notas "Palavras na Areia" que vêm ao fim de alguns números, um texto que expressa perfeitamente a minha relação de amor, paixão, fascínio e adoração por gatos, os seres mais lindos e enigmáticos que existem.
Transcrevo aqui o texto, escrito por Leandro Luigi Del Manto, um texto rechado de História, misticismo e encanto:

O Ronronar dos Sonhos.

Pobres humanos... Escravos de seus próprios sonhos e presos pelos
grilhões do ceticismo, eles são incapazes de vislumbrar e sentir a
imensidão da verdadeira não-realidade que os rodeia.
Certos de sua superioridade genética, os homens desconhecem as forças motrizes do
Universo e julgam-se filhos das estrelas por terem pisado em solo
lunar. Tolos pretensiosos... A Mãe-Terra aconchega outros animais muito
mais interligados ao nicho macrocósmico.Os insetos e suas regras
sociais quase geométricas. As aves e seu instinto de vôo em plena
harmonia com o magnetismo polar. Os mamíferos aquáticos e seus mistérios
inimagináveis.
Tantos exemplos da irracionalidade superior construídos sobre o
primitivismo da Criação. Entre eles, porém, uma espécie se desenvolveu
vertiginosamente, animais estruturalmente perfeitos, rápidos, ágeis e
fortes. Completamente auto-suficientes, eles fingem ser domesticados
pelo homem apenas por conveniência. Sua beleza inegável entra em
conflito com a ferocidade repentina de seus atos. Possuidores de olhos
que se igualam às mais raras e preciosas gemas, eles vêem coisas
invisíveis à percepção humana: seres de outras dimensões, espíritos
errantes, imagens aleatórias do passado e presente.
Amados por poucos, mas odiados por muitos, estes fantásticos animais
são comumente chamados de gatos. Chat, Cat, Pushak, Die-Katze, Gatto,
Gato... Não importa em que língua ele seja pronunciado, sua majestade é
inegável. Muitas foram as culturas que utilizaram esses
"inofensivos" felinos como símbolo de adoração. Hoje a descomunal e
misteriosa Esfinge do Antigo Egito é o maior monumento arquitetônico
dedicado a eles. Em sua época áurea, o império que surgiu às margens do
Nilo reverenciava o gato como um animal sagrado por causa de sua
ligação com a deusa da Lua, Pasht. Da mesma forma, a deusa que
representava o Sol, Bast, possuía a cabeça de um felino. Alguns
pesquisadores acreditam que ele era adorado pelos Egípcios porque, tinha
a capacidade de "enxergar ou sentir" a presença de espíritos bons e
maus.
Depois, provavelmente comercializados pelos fenícios, esses animais
chegaram à Europa. Primeiramente, os bichanos não foram vistos com bons
olhos pelo fanatismo doentio da Igreja na Idade Média. Os outrora
sagrados animais egípcios (principalmente os de cor preta) passaram a
ser sacrificados pelas chamas da Inquisição. Daí se originaram ditados
populares como "jamais deixar um gato preto cruzar seu caminho" e
outras tolices inerentes à "sapiência" humana. Algum tempo depois,
ainda em descrédito religioso, eles serviram para conter a peste negra,
caçando os ratos que se alastravam pelas cidades.
Mais tarde, com a colonização americana, os gatos finalmente alcançaram
o Novo Mundo e foram usados, uma vez mais, como "ratoeiras móveis
peludas" (naquela época,a ACME INC. ainda não tinha desenvolvido
nenhuma parafernália tecnológica como "rat terminators" ou coisa
parecida...) nas cidades e, até mesmo, no campo. Em decorrência desses
lamentáveis incidentes, o "pequeno grande felino" passou a ser
retratado como um reles inimigo mortal dos vorazes roedores. Humpf!!!
Que absurdo! Uma verdadeira afronta a um ser tão nobre!!
Hoje, os gatos reconquistaram um certo status na sociedade
pseudo-evoluída dos homens, tornando-se dóceis e carinhosos "bichinhos
de estimação". Na verdade, os humanos é que cederam ao ronronar
hipnótico e começaram, sem perceber, a entrar num processo irreversível
de "felinização". Não há como escapar.
Quando a noite chega, trazendo consigo a areia mágica soprada por
*Morpheus,os "donos do mundo" perdem-se em sonhos fúteis que apenas
preenchem suas frustrações pessoais. No entanto, aqueles que foram
venerados como deuses no berço da civilização sonham coisas estranhas,
como mudar a realidade. No sonhar, eles planejam um complô contra a
humanidade. Se a presente situação irá mudar ou não, apenas o Destino
sabe dizer. Não nos convém, entretanto, atravessar uma ponte antes que
ela seja construída.
Bem... A história foi contada. Verdade, mentira, devaneio... Que
diferença faz? É apenas um sonho dentro de sonhos.
E, neste momento, a única coisa que me veio à mente é um velho ditado
inglês:
"Somente um Rei é capaz de fitar os olhos de um gato".

Leandro Luigi Del Manto.

(Palavras na Areia, Sandman, Neil Gaiman, edição número 18_Um sonho de
Mil Gatos)
*Morpheus: Sandman, o "Senhor dos Sonhos".

sábado, 1 de novembro de 2008

VONTADE DE GRITAR!


AAAAAAAAAAAAAAARGH!
É a minha gripe me enchendo o saco...
Os trabalhos que tenho pra fazer e não consigo sequer iniciar.
Os meus problemas afetivo-relacionais...
Saco cheio de "muitos" e de muitas situações.
Minha ignorância e meus conflitos me agonizando...
As minhas crises existenciais e a falta de compreensão à minha volta.
De dentro pra fora, de fora pra dentro. TUDO GRITA!
Quero sair correndo, mas antes disso:
QUERO GRITAAAAAAAAAAAAAAAR!
Buááááááá, quero sair desse lugaaaaar!
Quero também xingar(já o faço mentalmente nesse exato momento), mas que isso fique nesse plano...
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARGH!
I'M SO BOOOOORED!