sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Blowing in the wind...



Eu queria saber colocar vídeo do youtube aqui no blog; iria colocar uma música que tenho escutando bastante, muito linda: Blowing in the wind, do Bob Dylan.
Faço uma sequência de Wish you were here, do Pink Floyd, depois escuto Blowing...
As duas me provocam sensações muito interligadas...
Acabei de pensar numa analogia maluca das duas músicas com o livro "Morangos Mofados", do Caio F.
Nessa analogia wish you were here representa "O mofo", a sensação de amargura, do gosto azedo perante a falência de ideais, ruína de representações, o vermelho vivo "moranguístico" está mofado... "Fizeram você trocar seus heróis por fantasmas"...
E essa coisa de 'almas perdidas nadando em um aquário. Ano após ano correndo sob o mesmo velho chão para encontrar os mesmos velhos medos'...
E o que se deseja que estivesse aqui é o sentido, o velho sonho que parece ir cada vez mais distante...
E nos vemos diante de uma falta/falha de causa. O que nos resta, o que sobra desse azedume?
Em blowing in the wind vemos "Morangos". É como se a busca ressurgisse (morangos mofados, mais ainda morangos); abre-se as janelas da alma que se via em estado terminal, agora sob uma nova perspectiva.
E as "respostas que estão no ar" são como o plantar de novos morangos...


Esse post tomou um rumo inesperado. Minha intenção primeira era postar a letra de blowing in the wind, que aí está:


Blowing In The Wind
Composição: Bob Dylan

How many roads must a man walk down,
Before you call him a man?
How many seas must a white dove sail,
Before she sleeps in the sand?
Yes and how many times must cannonballs fly,
Before they're forever banned?
The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind

Yes and how many years can a mountain exist,
Before it's washed to the seas (sea)
Yes and how many years can some people exist,
Before they're allowed to be free?
Yes and how many times can a man turn his head,
Pretend that he just doesn't see?
The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind.

Yes and how many times must a man look up,
Before he can see the sky?
Yes and how many ears must one man have,
Before he can hear people cry?
Yes and how many deaths will it take till he knows
That too many people have died?
The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind...

"A resposta está soprando no vento..."
Quanto tempo precisaremos olhar para cima até conseguir enxergar o céu?
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sábado, 14 de novembro de 2009

Roda mundo, roda gigante... Roda viva!

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Uma música que tenho escutado bastante é "Roda Viva", do Chico Buarque.
É incrível a profundidade dessa música, o seu significado.
Além de ter toda uma contextualização específica no período da ditadura, é claro que pode ser trazida à análise existencial de forma atemporal.
Eu vejo como um empurrão pra essa coisa de "o tempo não pára" e da mudança constante da vida, essa drenagem que não pára nunca e que não depende da nossa força.
Embora em alguns momentos estejamos "indo contra a corrente", chega a Roda Viva e nos faz encarar a metamorfose indiferente à nossa vontade particular e nossa falta de poder diante do que é maior, do sublime que é a vida; esmagadora das "roseiras" de ilusões que criamos.
Queria colocar o vídeo aqui, mas como não sei fazer isso, vou transcrever a letra:

Roda Viva
(Chico Buarque)

Tem dias que a gente se senteComo quem partiu ou morreu
A gente estancou de repenteOu foi o mundo então que cresceu...
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...

A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...

A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...

O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...

No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
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sábado, 7 de novembro de 2009

"Crescer" é doloroso...

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“ 'A vida tem um sentido que os adultos conhecem' é a mentira universal em que todo mundo é obrigado a acreditar. Quando, na idade adulta, compreende-se que é mentira, é tarde demais."
(Muriel Barbery)

Vi essa citação no blog da Carol Teixeira, e influenciada pela minha fase de angústia quanto a tornar-me adulta, fiquei pensando nesse processo...
Se tornar adulto é uma das maiores perdas da vida.
Perde-se a inocência, aquele descompromisso da infância; o brilho apaixonado da adolescência, os sonhos malucos e aquela leve sensação de que se pode tudo. Passa-se a ter que fazer as coisas com seriedade, encarar responsabilidades e ainda ostentar auto-controle (ou do contrário ser taxado de louco)...
É como se na verdade não estivéssemos crescendo (e por isso o crescer entre áspas no título) e sim diminuindo, enquanto nos tornamos adultos.
MacIntyre diz que o momento em que nos tornamos raciocinadores independentes é quando nos distanciamos dos desejos primitivos, da 'ordem 'instintiva infantil que nos coloca no mesmo patamar dos outros animais. Fala da importância de nos distanciarmos do modo de vida instintivo pra ponderarmos as vontades e dessa forma ser possível viver em sociedade.
Mas até onde esse lado instintivo deve ser distanciado? Qual a graça em ser tão racional?
Por outro lado, lembro também de Nietzsche no que fala sobre a morte do lado dionisíaco como negação da vida.
Aprisionamos nosso lado Dionisíaco quanto mais ficamos velhos. Negamos a vida em prol de uma sociedade mascarada.
A lapidação dos elementos infantis vai nos tornando secos, diria até falsos. Porque vamos substituindo esses elementos por orgulho e falsas construções sobre crescer de verdade, que nada tem a ver com ficar mais velho.
Mágoas se acumulam, intrigas duram mais tempo... Verdades se ocultam.
Na infância, quando dois coleguinhas brigam, falam coisas sem o filtro "ético", insultam a família um do outro e fazem juras de inimizade eterna... No dia seguinte já estão brincando juntos e se dizendo melhores amigos.
Na adolescência o jovem amante faz serenata; casais fogem de casa por uma semana; escrevem cartas...
Ao envelhecermos, deixamos pra trás essa espontâneidade.
O pior é que o sentimento de infância está se perdendo com o tempo, as crianças são cada vez mais pressionadas a tomarem atitudes de "gente grande"...
Só não perdemos da infância os medos; e isso nos causa um grande desequilíbrio.
Os medos continuam pulsando, e nós os repreendemos, implodindo.
Não corremos mais pra mãe quando temos pesadelo; não choramos mais em público; não temos tanta coragem de pedir desculpa aos amigos cinco minutos depois de uma briga; vamos parando de procurar formas nas nuvens. E os casais ficam cansados demais do trabalho para conversar sobre seus sonhos malucos pro futuro, ou sobre a vontade de fazer algo considerado infantil.
Vamos colocando máscaras feitas de medo, mas pintadas de orgulho.
E nos tornamos tristes, a falta de sentido do mundo se torna bem mais dolorosa quando não se tem a fantasia. Como diz a personagem Clementine no filme Brilho eterno de uma mente sem lembranças :
"os adultos são esa mistura de tristezas e fobias".
Precisa-se - e com urgência - resgatar as essencialidades da infância; externalizar os medos; falar dos sonhos; buscar realizações...
tornar-nos quem somos!
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sobre os laços...

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Sim, os laços que criamos com as pessoas, eles se rompem...
Às vezes de forma natural, às vezes eles são cortados.
Alguns deterioram-se com o tempo, outros caem rapidamente por não serem necessários...
Ou quando pessoas vão embora, os laços não são suficientemente fortes para permanecer.
E esse ir embora nem sempre é geográfico...
Algumas tesouras surgem de lugares inesperados para cortar os laços; afinal, dizem que a vida é uma caixinha de surpresas. Pois eu digo que é uma caixinha adornada com laços...
Outras tesouras surgem de dentro de nós ou de dentro de quem julgávamos conhecer... Pois as surpresas nem sempre são agradáveis.
Cortes de laços geram mudanças... São pequenos grandes cortes na alma, que precisa aos poucos ser reajustada.
Mudanças são necessárias, mudanças geram mudanças...
Algumas "más" geram "boas", e outras supostamente boas geram más.
E assim vão se criando ciclos e mais ciclos de mudanças, assim o mundo funciona, assim o mundo gira.
O fato é, os laços sempre serão rompidos, o modo como você reajusta o que ficou é o que vai contar no final.
Abrir a caixa, limpá-la muito bem... Puxar o grande laço que nos liga à vida, o mais importante.
Depois... Rearrumar velhos laços, criar novos, guardar alguns...
Reajuste, eis o grande trabalho a ser feito!
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"A grandeza do homem consiste em que ele é uma ponte e não um fim; o que nos pode agradar no homem é ele ser transição e queda."
(F. Nietzsche)
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Sobre o fim, a "morte do talvez" e a dor de algumas certezas...

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Gostaria de retomar um pouco a temática do último post... O Talvez... Ou a incerteza.
Os ‘Talvezes’ da vida incomodam a muitos, não ter uma certeza pra se apoiar pode afligir, doer, inquietar...
A maioria das pessoas prefere estar sempre pisando no terreno da certeza, ou da ilusão de que há de fato alguma certeza... Se sentem seguras, sem o que temer; mesmo que o fato que encaram como verdade não lhes seja tão agradável.
Parece que já saber que as coisas não são como desejamos torna mais fácil de superar, de seguir...
Já em outras circunstâncias, e em especial na que eu me encontrava quando fiz o último post, encara-se o talvez com tanta alegria, euforia, pulsão de vida... Abertura para o todo!
Assim eu o fiz...
Senti que podia brincar com o nada, sonhar com o SIM, recusar entregar-me ao NÃO.
O talvez carregava toda uma magia que me fazia sentir viva e enxergar as infinitas possibilidades para o que viria...
O sonho com um SIM era mais forte do que a própria ânsia de ter uma resposta ao enigma do talvez.
Pode-se dizer que é imaturidade gostar de viver no talvez; que é medo de encarar uma definição, uma resposta que venha a doer mais do que a dor de esperar.
Fraqueza de ter que enfrentar “a verdade”.
Pois lhes digo, não há dor maior que a do fim; a morte da expectativa, da possibilidade.
O fechamento do que outrora foi abertura para o todo...
Você é simplesmente trancado no calabouço de uma certeza fria, sem poder ver a luz do Sol. Sem a mínima previsão de saída...
Algumas respostas, certezas de um fim tão triste doem tanto...
Palavras duras te ferem a alma... Não há curativos para dores assim.
É nesses momentos que você deseja tão penosamente retornar à incerteza, ao talvez, à toda a euforia que é esperar...

Há coisa mais triste do que não ter mais o que esperar?
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Talvez[es]...


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"Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro fugisse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex (...) talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse. Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. Talvez não se vissem nunca mais, com olhos daqui pelo menos, talvez enlouquecessem de amor e mudassem um para a cidade do outro, ou viajassem juntos para Paris (...) talvez um se matasse, o outro negativasse. Seqüestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe. Talvez tudo, talvez nada..."
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(Caio Fernando Abreu)
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sábado, 1 de agosto de 2009

Férias...

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Pra mim é pra isso que elas servem (ou pelo menos é o que sempre acontece):
Não dormir e engordar!
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Escutando: "A espera" _ Ludov.
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Creio que isso resume...
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sexta-feira, 17 de julho de 2009

VENTURA(S)




Cansadérrima fisicamente, mas pronta pra mais uma viagem e mais venturas e aventuras!





Afinal, a vida é só uma.


(momento hedonista)


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sábado, 30 de maio de 2009

**Bandeirinhas de um Junho iminente**


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Está próximo mais um mês de Junho...
Fogueiras, bandeiras, foguetes... Festa!
Aflição: Minhas [2]décadas chegando! :s
Lembrar que estou nesse mundo há todo esse tempo me deixa tão angustiada...
Sensação de velhice, de inutilidade (não ter feito nada de muito especial no mundo, para o mundo).
Mas também sensação de ter visto e vivido muita coisa boa!
Ter encontrado no caminho muitas pessoas maravilhosas, que me guiaram até aqui.
Ter Olhado pro céu muitas vezes e ter o prazer de ver a cena linda que ele oferece...
E agora é preciso olhar pra frente. Novos caminhos; novas metas; novas experiências!
Considero o mês de Junho, assim como Dezembro, um período mágico do ano, especial.
Sou encantada pelas fogueiras; festejos (com as maçãs do amor e parques de diversão); danças; sensação de pré-férias; e todo o seu colorido...
Cada Junho que tenho na memória me marcou de forma especial, e espero que esse que chega seja da mesma forma!
ALEGRIA ALEGRIA!
XD
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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Sobre lidar com os desejos...

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Somos seres desejantes...
O desejo é caracterizado como um ímpeto avassalador, que vem junto com o desespero quando não se pode conseguir o objeto desejado.
Como ser humano, e portanto ser desejante, eu desejo!
Mas ultimamente tenho aprendido a lidar de forma tão tranquila com meus desejos e paixões que isso me causa espanto.
Estou aprendendo até a "sub-conviver" com o objeto desejado de forma natural...
Tenho aprendido a aceitar bem a possibilidade (que é enorme) de não possuí-lo.
Será que eu, uma pessoa tão imediatista na maioria das situações, estaria me tornando enfim uma pessoa sensata?
Mas se o desejo é essencialmente euforia, estaria então equivocada a minha forma de desejar?
Ou teria "aprendido", como se fosse possível, a objetivar o meu desejo a seres aos quais deve-se apreciar calmamente enquanto se deseja?
Afinal, existem esses seres?
Tudo o que é certo (no sentido de certeza, e não de verdade estabelecida) no momento são desejos e interrogações, entrelaçados.
O que sei é que a vida nos ensina tudo... Seja pelo riso ou pela dor.
Acho que ter desejado tanto nessa vida e não ter possuído o objeto do meu desejo me ensinou a controlar esse monstro devorador de entranhas...
O essencial e inevitável é continuar desejando.
Que ótimo se isso acontecer de forma "equilibrada.
^^
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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Good Bye Blue Sky. Again!




Inicialmente desejei apenas a fuga...
E o caminho parecia levar a um bom lugar.
Sim, deveria subir!
Mas a escada era escorregadia.
E eu caí!
De novo...
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terça-feira, 17 de março de 2009

Hey Jude!


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"And anytime you feel the pain...Hey, Jude, refrain.
Don't carry the world upon your shoulders.
For well you know that it's a fool, who plays it cool...
By making his world a little colder..."
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So...
Take a sad song and make it better!
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(Status sad but strong - ON)
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segunda-feira, 9 de março de 2009

[Extremos da Paixão]

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"Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso. A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão."
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[Caio F. Abreu]
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domingo, 1 de março de 2009

...Six secrets revealed...


SEIS SEGREDOS REVELADOS

Bem, recebí essa...digamos "tarefa" da 6são. Revelar seis segredos. Aceito o desafio... Então vamos lá!
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1. Seguindo o modelo da 6, o primeiro segredo a ser revelado será pertinente à minha infância... E bem, não sei se é bem um segredo (o que é segredo, afinal?), mas fatos. Porém, contando que vocês não conheçam, tá valendo: Minha infância foi meio divida, tive a minha fase "criança estranha", em que eu "brincava" de fugir de casa... Eu ia no máximo até o outro quarteirão. Mas no fim da tarde ninguém havia me procurado, então eu voltava pra casa, super frustrada, hehe... Tive a fase 'perversa', em que eu brigava com as outras crianças, e tal. Uma vez eu batí a cabeça de um garoto na parede, acho que até hoje ele lembra.
E por último a minha fase de reclusão, em que deixei de brincar na rua, tanto pela minha falta de liberdade quanto pelo meu desinteresse mesmo, achava todas as "coleguinhas" chatas, daí ficava só em casa.
Hmmm, deixa eu tentar imaginar algo que se pareça um segredo... Bom, eu tinha um amigo imaginário chamado Jack, e tbm tive uma boneca que eu jurava que podia virar gente a qualquer momento, mas ela não fazia isso porque era chata, então eu joguei-a no lixo, rsrs.
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[São tantas emoções, rsrs.... ]
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2. O segundo "segredo" é que, na minha pré-adolescência eu fui apaixonada por um garoto, e escreví uma carta pra ele, sem inteção de entregar, escreví só pra ser besta e guardei. Só que meus irmãos encontraram a maldita carta e... Zombaram de mim até não poderem mais, lendo a cartinha, fazendo brincadeirinhas o tempo inteiro com isso, etc.
Mas não ficou nenhum trauma. Hoje eu lembro disso e acho engraçado, kkkkkkk.
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¬¬
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3. O terceiro é que até hoje mantenho esse hábito de escrever pras pessoas sem a intenção de mostrá-las... Eu acho que escrevo só pra colocar pra fora o que sinto, na tentativa de aliviar a dor de alguns desses sentimentos...
Só que não tenho muito cuidado com essas cartas; deixo-as dentro dos meus cadernos, pastas, etc. Daí elas correm o mesmo risco de serem encontradas que aquela citada no segredo 2.
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=p
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4. Acho que esse não é bem um segredo, e isso é só o que tenho dito desde que comecei esse post, rsrs...
Bom, é que a minha ignorância me angustia.
A coisa que me deixa mais angustiada na vida é o meu não-saber; pensar que há tanto conhecimento no mundo e que não possuo nem 0,0001% dele me deixa desesperada.
Tenho medo de morrer ignorante, mas esse meu desespero me paralisa, daí não consigo me concentrar bem quando tento aprender algo pensando em aliviar essa minha ignorância.
Só aprendo mesmo sem essa tensão, e acho que todo mundo só aprende assim, de forma natural, sem forçar...
Então o que eu quero é esquecer esse medo pra poder aprender naturalmente.
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><
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5. O quinto, eu reservo pra falar da "necessidade do outro"...
Também tenho medo de nunca amar de verdade, e digo amar no sentido de completude, de amar e ser amada na mesma intensidade.
Tenho medo de nunca conhecer essa completude, de nunca achar alguém parecido comigo.
Mas acho que isso nem é segredo, e nem é particular... Isso é um mal que aflige a muitos.
Vou pular pras minhas particularidades então...
Eu sou muuuito egoísta, individualista, e egocêntrica... Mas ao mesmo tempo amo as pessoas, acho que preciso delas, e tenho empatias. Essa é uma das minhas maiores contradições.
Sou multipolar e instável...
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U.U
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6. E tharammm... Não sei o que escrever aqui, no sexto segredo...
(Meia hora depois)...
É, não acho mais nada de relevante que venha a servir como segredo pra revelar...
Bom, então lá vai mais um fato simples:
Quando estou mal, eu olho pro céu e isso me traz um conforto imenso... É como um remédio.
E o meu sonho é conhecer "os céus do mundo"... E se até uma certa idade eu não tiver conseguido conhecer pelo menos a metade dos lugares que quero, serei a pessoa mais infeliz do mundo!
><
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Bem, acho que é isso...
Missão cumprida.
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Hora de repassar a bomba!
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E as pessoas que indico para revelar seis segredos seus são:
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Pensamento rir pra não chorar do dia...



"Tudo passa....
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Até uva passa!"


rá! rá! rá!
[Tentando desesperadamente me convencer disso mais uma vez]

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Por que às vezes a gente parece esquecer desse fato
fardo...
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Live and learn...


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Contudo, com tudo...
No início e no meio você sempre aprende...
E enfim, no fim vê o quanto...
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Belém...

Belém, Belém... Ao infinito e Além!
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Hoje arrumei as coisas que ainda estavam bagunçadas da minha viagem à Belém; e cada objeto, cada detalhe, me trazia lembranças muito fortes... E era como balões coloridos indo bem alto... Lá em cima eles ficavam brancos, e no ar explodiam...
Eu costumo fazer essa analogia imagética pq apenas as palavras não dão conta... É preciso momentos, cores, "vida-visível" para expressar, ou ao menos tentar expressar o que sinto.
Hoje caracterizo aquela cidade como vulcão dos meus sentimentos, das minhas emoções... Lá eu cheguei aos meus extremos de forma plena, em sete dias. Fui extremamente angustiada e eufórica no primeiro dia, com uma mistura de expectativas, entre realizadas e frustradas; extremamente frustrada no início do segundo dia, seguido de uma extrema liberdade ao fim... Surpresa no terceiro, envolvida no quarto, apaixonada no quinto, feliz no sexto; desesperada, mas ainda feliz no sétimo...
Talvez esses conceitos que eu dei não tenham sido suficientes para a plenitude das minhas sensações naquela cidade encantadora. Acho que lá é o lugar propício para o seu encontro com o mundo e com você mesmo, principalmente por eu ter ido em um período em que o mundo inteiro estava lá.
Encontro com o mundo pela diversidade da influência de estilos e culturas: na arquitetua, nas pessoas, na natureza...
E o seu encontro consigo mesmo é dado ao se deparar com toda essa diversidade, toda essa euforia, toda essa abertura pra um mundo novo e colorido pra que possa encontrar ou reafirmar o seu...
O contato com a natureza nas ilhas, nas ruas arborizadas e nas praças...
O encontro com a história nos casarões, nos parques, no artesanato, no cais...
O encontro com a gramática bem aplicada na fala das pessoas, rsrs.
Tudo isso lhe proporciona uma harmonia e um prazer tão intensos que você tem a chance de olhar pra dentro de si mesmo e sentir-se. Comigo foi assim... Acho que o lugar tem uma forte magia que me causou isso...
O café na estação das Docas de madrugada, o sorvete do Parque da Residência e o
"pós-pôr-do-sol" no mangal das garças têm um gosto que fica pra sempre na memória...
E as lembranças das amizades, das paixões, das músicas (The Rain Song do Led Zeppelin, Don't Go Away do Oasis, e Sentimental do Los Hermanos foram as que mais marcaram) e de cada espaço visitado se transformam em novos balões coloridos... Que enchem, vão ao ar, ficam brancos e explodem lá em cima, derramando purpurina para todos os lados...
Não conheço todo o Brasil e sequer parte do mundo que ainda quero conhecer. Mas Belém me marcou de forma especial, e tenho certeza que quero retornar e passar um bom tempo lá...
E com tanto apego, agora só me resta muita saudade, até a hora de retornar...
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[A imagem é da Estação das Docas, linda linda e um dos principais pontos turísticos de Belém]
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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Coisas que não combinam...

Coisas que não combinam... Se vc insistir e fizer tais combinações, considere-se FUDIDO!
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Memória X Passa-tempo
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Instabilidade X "Deixar rolar"
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Envolvimento X Vulnerabilidade
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Sensibilidade X Ignorância (no sentido do não-conhecer)
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Apego X Distância
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Coração feminino X Mente masculina
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

E eis que "os dispostos se atraem"

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"Enquanto for... um berço meu...
Enquanto for... um terço meu...
Serás vida... bem-vinda...
Serás viva... bem viva...
Em mim..."
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[Realejo _ TM]

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

...A FALTA...


Falta: sf. 1. Ato ou efeito de faltar. 2. Privação. 3. Ausência.
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Às vezes me encontro em um verdadeiro Heraclitianismo...
Creio agora, em um desses momentos, que apenas pode se sentir vazio aquele que já foi um dia completo...
Quero novamente a completude. Já conheço o vazio, e não gosto dele.
Também acredito que quando se conhece suficientemente a falta, e uma vez que se prova da presença, se passa a desejá-la sempre.
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(Antes eu achava que podia sentir o vazio sem ter provado da completude, vejo que me enganei... Terei de achar um outro nome para aquele sentimento...)
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Essa maldita necessidade de conceituar...
Queria transformar meus pensamentos em bolhas coloridas... As palavras às vezes me cansam, simplesmente por não darem conta...
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

...Let the seasons begin!

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E o céu que nada tem de inocente, jurou ser outubro. Ou será que queria se passar por outono? Não lembro... O inverno bateu a porta e pediu passagem, disse que se sentia triste e que necessitava de um abraço; e foi assim que conheceu outono, num canto, limpando as folhas de seu jardim, chorando primavera há tempos esquecida.
E o céu permanece inocente perante os olhos de Beatriz, que com 2 anos mal conhece outono porém se lembra de outubro, de bolo, balão, brincadeira. De papai partindo, de mamãe ausente, mas isso vai durar até os 16, daí ela conhece João, não verão, pois o calor durou uma noite, ficou com a primavera e Beatriz chorando o inverno.
Me lembro de outubro que o céu parecia cinza das estações brincando de perfeição, durando não mais que um sopro, uma brisa ou talvez uma sensação agradável de um abraço, ou até mesmo uma lágrima fria.
Me lembro de outubro quando iniciei essa carta.... E agora quando decido encerrá-la percebo que é primavera.
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Por: Rafael Morais.
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Todos os direitos reservados (rsrsrs)
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Lindo texto de meu grande amigo-irmão.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

**Tchubaruba**

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"Behind the flowers in a light she found the sun...
Behind the sad I showed her the life is really fun...
With some nature together we admire the birds...
Collected some different leaves.
We realized how amazing the world is...
If you come over I will say tchubaruba!
If you are down, yes I will say tchubaruba,
If you don't know where I am, I'll be tchubirubing,
If you don't know who you areYou can tchubada,
you can tchubaduba..."
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Momento "tchubaruba"!
I'm feeling so good!!!!
XD
:)
:D
:*
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domingo, 4 de janeiro de 2009

Filosofia de Travesseiro in: Passado-Presente-Futuro. E o que torna o presente presente.



Com sono... Em um domingo entediante (como a maioria dos domingos)...

Entre lembranças e projeções...

Lembro-me de algo.

É incrível como a maioria de minhas idéias (boas ou não) me vêm quando estou na cama tentando dormir... Ou melhor, quando não consigo dormir!

Mas mesmo assim fico deitada, perdida nas minhas elucubrações...

Que depois são esquecidas, ou não.

Curioso, assunto não só de minha madrugada passada, mas marcante na mesma, é como estamos sempre presos ao passado e ao futuro.

Na maioria do nosso tempo, ou estamos relembrando o passado ou planejando coisas pro futuro. E quase nunca vivemos de forma plena o que chamamos de presente.

O engraçado é que o passado é feito de momentos que formaram o presente e o futuro consiste em coisas que teremos no presente.

Mas como, se no presente quase sempre estamos pensando no passado, ou projetando o futuro?

Como é que lembramos de algo como passado se nesse passado estávamos pensando no passado do passado que por sua vez tbm tem seu passado em que estávamos pensando no futuro e o nosso presente é o futuro do nosso passado, e o momento em que escreví futuro já é passado e no presente quando escreví a palavra presente (de novo) agora já é passado. AAAAARGH! (rsrsrs... brincadeira).

Enfim...

Queria saber a característica fundamental do presente, sem ser a cronologia...


E vc perdeu alguns minutos do seu passado lendo isso, porque não tem nenhuma conclusão filosófica, e muito menos lógica!

:)

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Ouvindo: Moonshine_GRAM:


"I´ll follow you up to the moon...

I know you´r there is at the fool.

But when i try to fly...I don´t have a wing as you..."

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